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O discurso da Emma Watson e o porquê de não podermos ter coisas boas

por dior, em 23.09.14

Ontem, a Emma Watson fez um discurso às Nações Unidas sobre a igualdade de género e a importância de os homens também fazerem parte desta luta. Poucas horas passaram e o mesmo grupo de hackers que pensou ser divertido violar a privacidade de várias mulheres e roubar-lhes fotos privadas pensa fazer da Emma Watson a próxima vítima. O que me faz pensar que nós não merecemos coisas boas. Temos uma mulher com alguma visibilidade pública que com a voz a tremer faz um discurso perante uma plateia sobre como ela própria aos 14 anos passou a ser sexualizada pela imprensa e de seguida, um grupo de homens que tem conhecimentos de informática pretende roubar-lhe fotos privadas porque ela pretende que também os homens defendam os interesses e direitos das mulheres. Seria mais fácil para a Emma Watson estar calada, mas os direitos das mulheres (e como ela diz no fim, dos próprios homens) estão em causa. É verdadeiramente anormal na sociedade democrática e de séc. XXI em que vivemos ter um bando de homens com poder e conhecimentos a ameaçar uma mulher. Mas também é anormal que eu tenha que atravessar a rua porque não quero que um bando de homens me mande piropos ou se não tenho outra hipótese, passar por eles de cabeça baixa e despercebida para que não seja alvo de piropos. É também anormal que existam homens que pensam ter direito em bater nas mulheres só porque elas não chegaram a tempo e horas a casa. E tudo isto, faz-me ter pena e respeito pela Emma Watson e de mal-estar perante o facto de os direitos das mulheres ainda não poderem ser discutidos em praça pública.

O Teste de Bechdel

por dior, em 18.09.14

 

Uma da coisas que ainda não consigo compreender quando se fala de cinema, é a falta de mulheres protagonistas em filmes. Especialmente, mulheres protagonistas em que o enredo da sua vida não passe por procurar um homem. É por isso que desde que li um artigo do The Guardian a exemplificar o que era o teste de Bechdel e como a Suécia tinha passado a utilizar esta avaliação, que gosto de ler artigos sobre este assunto. Como consumidora de filmes (bons e maus) e especialmente defensora de filmes em que a mulher é a protagonista, foi com algum espanto que ao contrário do que os grandes produtores de Hollywood pensam, afinal comprovou-se que os filmes que têm mulheres protagonistas e que respeitam os critérios de Bechdel* até conseguem ter melhores resultados monetários do que aqueles que não respeitam. Este teste nem sempre pode ser levado a sério devido às limitações dos critérios. Por exemplo, segundo os resultados o "Gravidade" não passa o teste porque a Sandra Bullock não tem uma conversa com outra mulher e o "American Hustle" passa porque a Jennifer Lawrence conversa com outra mulher sobre verniz das unhas. Mas é o único teste de igualdade de género no cinema que existe. E por isso, gosto muito de saber que filmes como o "The Hunger Games", "Frozen" e até o "Guardians of the Galaxy" passam no teste. O que é certo, é que tendo em conta os resultados das bilheteiras começasse a ver cada vez mais mulheres no cinema (apesar de às vezes serem sempre as mesmas). Mas, a meu ver, ainda falta muito caminho para percorrer até conseguirmos ver a "Black Widow" no grande ecrã ou outra super-heroína. 

 

 

 

 

*Para um filme respeitar os critérios de Bechdel é necessário: 

- ter pelo menos duas mulheres;

- elas, em algum ponto do filme, têm uma conversa;

- a conversa não pode ter como tema os homens. 

Já vos disse que gosto muito do Stephen King?

por dior, em 16.09.14

 

Não sei se é por fazer anos no mesmo dia que ele ou se a forma como ele escreve consegue assustar-me de morte, mas gosto mesmo muito do Stephen King. Ainda não tive oportunidade de ler todos os livros dele traduzidos para português mas é algo que faz parte da minha 'bucket list'. Isto para dizer que tropecei neste artigo da PR Daily e ainda estou para ler as dicas que ele dá a 'non-writers' sobre como aprender a escrever. E por isso, o 'On Writing' do grande Stephen já está na minha lista de livros a ler deste senhor. Mesmo que alguns sejam muito estranhos. 

Chef

por dior, em 14.09.14

Este é o meu tipo de filme. Uma aventura pelos Estados Unidos que envolve comida. Pena tê-lo perdido no cinema, porque era menina para lá ir. 

 

 

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